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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

E no fim...

Nunca veria seus filhos! Nem sua amada e dedicada esposa. Tampouco deixaria o legado de sua existência. Seus livros não seriam publicados e todos os anos de estudo que pensara ter oferecido à melhora de comunidade seriam em vão.

Seu único consolo era a possibilidade de que houvesse um motivo digno que justificasse seu ato. Ao menos, vários dos seus superiores – que certamente eram sábios seres – lhe imputaram a idéia de que deveria fazê-lo. Estariam seus mentores equivocados? Difícil crer que justamente ele estava com a razão quando todos ao seu redor gritavam em uníssono o contrário.

Tudo soa tão estúpido e sem sentido! Era apenas uma única pessoa que nunca se destacaria em nada. Então, para quê? Por que ele? Haveria algo de especial para ter sido escolhido e treinado ou justamente por se tratar de alguém tão comum, perfeitamente descartável, a real causa para tal?

Enquanto aguardava o momento exato, começou a raciocinar sobre as implicações de sua atitude. Nunca se permitiu uma pausa para que, vagarosamente, a analisasse. Apenas seguia em frente sem contestar o que lhe afirmavam. Não por preguiça ou burrice, mas por inércia que o impedia de enxergar o que poderia surgir no futuro. Sua vida era apenas uma seqüência de ações, não sabia como seria o final ou sequer se este existia. Como se desse um passo atrás do outros sem tomar consciência de onde ia. Entregavam-lhe a munição para que atacasse e, enquanto se considerava perdido, acreditava piamente em seguir as ordens sem contestá-las.

Agora, do outro lado da rua, havia um colégio repleto de crianças. O som de risadas infantis se mesclava ao de buzinas de carros presos no trânsito e ao de uma mulher que, de uma janela, berrava ao marido para que não voltasse muito tarde. Alheia a tudo isso, uma menina lia calmamente um livro na cafeteria ao lado de onde estava. Um gato, atraído pelo cheiro de uma barraca de peixes, cruza seu caminho o ignorando completamente. Era como se fosse invisível... tal como sempre se sentira.

Nunca teria um gato! Ou livro publicado, carro, esposa ou crianças. Nada com que sonhara se concretizaria nesta sua única vida. Mahmoud segurou a corda que conectava aos explosivos debaixo de sua roupa e ao ouvir o sinal de fim das aulas ele...

sábado, 9 de abril de 2011

Feminicídio: O nome do crime

Atenção: o texto a seguir não é de minha autoria. Isso é um ctrl c + ctrl v.

A tragédia de Realengo despertou um arsenal de questionamentos que servirá de pauta para preencher o dia inteiro da televisão por um doloroso tempo. Nos preparemos para ter na manhã com Ana Maria, na tarde com Sônia Abrão, nas noites com jornais nacionais e finais de semanas fantásticos , reportagens sobre os perigos do fanatismo religioso, as conseqüências do bullying, necessidade de maior proteção nas escolas, e, até mesmo, a superioridade física masculina que permitiu aos meninos escaparem do assassino que aparentemente estava atirando a esmo.

Mas não demorou muito para as crianças sobreviventes esclarecerem que ele atirava nas meninas para matar. Nos meninos, para machucar. Dito isso, as matérias passam aos pontos seguintes, agradecimentos aos policiais e história do assassino. Como ignorar relatos que o homem estava lá para matar apenas mulheres? Proponho um exercício, vamos mudar uma palavra do discurso das testemunhas e sentir os efeitos: “Ele atirava nos negros para matar. Nos brancos só pra machucar.” Qual elemento novo que surge? Racismo, claro. Crime de ódio aos negros. Logo, o que aconteceu tem nome também. Não foi um crime voltado às crianças, foi Feminicídio. Crime de ódio às mulheres. Matou uma dezena que representa todas as mulheres da sociedade. Morrer pela cor da sua pele é mais revoltante do que morrer pelo sexo que carrega?

Todos os dias no blog (machismomata) relatamos casos de feminicídio no Brasil. O termo é mais comumente aplicado ao assassinato de mulheres resultante direto da violência doméstica e/ou sexista (até mesmo pela sua frequência). As “justificativas” para o ato são diversas: ela queria me deixar, ela não quis me beijar, ela não cozinhou o feijão. Mas a essência é uma só: homens que vêem mulheres (muitas vezes sem plena consciência disso) como seres inanimados e que existem unicamente para seu dispor, quando se recusam a essa condição ou não a exerce da forma como deveria, são descartadas. O mesmo acontece com os estupros seguidos de morte. Uma vez cumprido o propósito, a vítima não mais merece viver, seja para não reconhecer o criminoso mais tarde, seja para completar o ritual de sadismo. Não tenho a intenção de aqui de simplificar crimes complexos como esses, apenas alertar para a recorrência e a sua natureza em comum: o machismo. O machismo é uma doença social, um problema de todos. O feminicídio é o expoente máximo desse sistema de desigualdade de gênero, mas a sociedade inteira contribui para a sobrevivência dessa condição em outras atitudes, seja na conivência com violência doméstica, nos programas de televisão sexistas ou ensinando que azul é de menino e rosa é de menina.

A tragédia de Realengo é um exemplo ainda mais cru do que é o feminicídio. Em casos de violência doméstica o crime esbarra nas barreiras do privado, e nos estupros nos mitos da sexualidade humana e cultural. Nessa situação tudo está mais explícito. O autor do crime explicou seu alvo. Agora temos uma prova irrefutável, indigesta: dez meninas assassinadas pela arma de um homem que deixou bem claro qual era seu propósito. Feminicídio é o nome. Fe-mi-ni-cí-dio. Aprenda a usá-lo ou seja mais um a conviver com 10 cadáveres juvenis femininos debaixo do tapete. Do seu tapete.

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Grito

O desespero já não podia mais ser contido. Uma sensação de sufocamento foi lhe tomando. Com muito esforço, pois já quase não tinha mais controle sobre seu próprio corpo, abriu uma das janelas e soltou um ruído gutural. Era como se ao gritar, expelisse tudo que houvera reprimido durante anos. Estranhamente, não ouvia o próprio clamor, então tentava juntar todo ar em seus pulmões para que berrasse ainda mais forte. Foi em vão!


Seus vizinhos pareciam ignorá-lo. Nenhum lampejo de qualquer tipo de curiosidade, nem mesmo a mórbida. Sua cólera se tornou ainda mais violenta. Primeiro quebrou a janela numa tentativa frustrada de mostrar ao mundo todo o seu ódio não mais contido. Depois, foi a vez de todo o resto que via pela frente. Livros, porta-retratos, anotações, cadeira, sofá-cama... tudo deveria ser destruído! Seus braços pareciam pesados e seus movimentos se tornaram difíceis, até levantar o pequeno abajur parecia um desafio hercúleo. Porém, seus dedos e punhos pareciam não sentir o impacto dos socos que dava no grande armário de sua minúscula sala.


Rapidamente, os resquícios de seu surto de ira cobriram tudo ao seu redor e mal podia se mover em meio aos destroços. As paredes pareciam oprimi-lo ainda mais. Queria a todo custo sair dali e foi abrir a porta da frente, mas não conseguia. Começou a tentar arrombá-la. Todavia fosse feita de uma madeira já frágil por causa do tempo e dos cupins, se mostrou um obstáculo intransponível. Não desistia e jogava partes da, agora quebrada, mesa e... NADA! Não havia parado de xingar e espernear, mas só agora parecia produzir algum barulho, era algo parecido com um gemido. Fez novo esforço para não gemer e veio um miado.


Apertou violentamente os olhos e ao abri-los, viu um gato preto na janela e eis que sua escrivaninha surgia novamente inteira diante de sua expressão incrédula- refletida na janela imunda- tal como os demais quatro ou cinco móveis de seu único cômodo. Virou-se para a pilha de despachos à sua frente e, sem proferir nem a mais singela sílaba, retornou à sua monótona rotina.



Inspirado na obra de Paul Varjak

domingo, 6 de junho de 2010

10 maneiras de ganhar dinheiro no século XXI

Não tá fácil p ninguém... ou pelo menos para a maioria dos mortais. Mas, dependendo da criatividade, ou da completa falta de dignidade, da p/ descolar uma grana. Vejamos algumas opções ‘pós-modernas’:

1-Faça um filme pornô com alguma celebridade.
Paris Hilton, Kim Kardashian e Kendra (ex-coelhinha da Playboy) já provaram que é uma bela fonte de renda. Não só pelos royalties da venda do vídeo em si, mas também é uma ‘bela’ forma de se obter sucesso profissional.

2-Entre para um Reality Show.
Mesmo que a fama não dure muito e você não ganhe prêmio algum, há sempre a possibilidade de usar seus 15 minutos para posar nua (ou nu), virar modelo/atriz/apresentadora ou ganhar algum $$$ participando de eventos que almejam alguém do seu calibre para atrair público.

3-Publique algum vídeo bizarro no Youtube.
Seja com seu animalzinho fazendo algo estranho, imitando toscamente alguma cantora ou fazendo alguma m@#%* vergonhosa, publique lá e torça para muita gente acessar. Quem sabe não consegue alguma grana com publicidade no canal.

4-Vire uma celebridade do Twitter.
Faça de tudo para ter o máximo de seguidores! O dinheiro vem mais devagar nesse caso... Ou você consegue virar uma celebridade e começar a cobrar cachê, ou use seu talento para garantir algum emprego em empresas ‘antenadas’.

5- Arrume um jogador de futebol e... engravide (válido apenas para mulheres, lógico).
Essa é velha, mas não falha. Dispensa maiores comentários, vamos para a próxima.

6-Faça plásticas!
Quanto mais operações e mais bizarras, melhores. Prêmios no Guiness, participação em desfiles de Escola de Samba (caso brasileiro) ou em reality shows podem garantir o lucro.

7-Especialize-se!
Se você teve a oportunidade de ter uma educação de qualidade, aproveite para se especializar ao máximo em alguma área da moda. Quanto maior o nome de sua função, melhor irá soar. Por exemplo, especialista em Marketing Empresarial Ambiental Financeiro em Novas Tecnologias. Assim, quando não souber sobre algo, basta dizer que não faz parte de sua área de atuação.

8-Ahhhh, a política.
Idem 5.

9-Fashionista.
Para isso, há que entender bastante de Moda... ou pelo menos parecer que entende. Tem que, também, conhecer bem o vocabulário típico.

10-Tenha um blog.
Não é sucesso garantido, mas alguns conseguem tirar um belo $$$.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Aula de Matemática

No site da Anistia eis um dos dados do relatório:





Agora faça as conta com tia Babs:

A)20 países compõem o G-20 (duhhhhhhh)
B)para calcular 47% de qualquer coisa basta multiplicar a "coisa" em questão por 0,47

Quando calcular o resultado, por favor me diga se vale a pena confiar na Anistia!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A origem da gripe suína.

A gripe dos porcos e a mentira dos homens
Mauro Santayana
Publicado no Jornal do Brasil

O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods. La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado. Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso. Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente.

Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata.

O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno. Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco.

Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias.

As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada "ação social". Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças.

O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína. O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS.

Mauro Santayana é jornalista

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O problema é sério, eu sei. Mas, quando li esse texto lembrei na hora do porco-aranha. Teria Abrahan Simpson realmente previsto isso???

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Conto de fadas do séc XXI‏

Tempos modernos..............................
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: 'Nem fo...den...do!'.

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enviado por lu-lilicasl e dedicado à ela e às minhas amigas de Portugal e México

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Aprenda a escrever um livro de não-ficção.

1- Biográficos:

- Escolha uma faceta desagradável da pessoa de quem se fala (mesmo que essa pessoa seja você). O público quer polêmica e/ou se identificar. Para ler textos meigos e com final feliz compram contos de fadas ou “Sabrina”.1
- Temas atuais: drogas – enfatizando a ‘rehab’ que está em voga -, conflitos recentes como os do Iraque, Geórgia, Líbano ou Afeganistão, terrorismo, sexo com famosos do momento...2
- Sofrimento, muiiiiiiiiiiiito sofrimento! O retratado tem que ser ou uma vítima de uma “sociedade cruel que o corrompeu” ou um monstro pscicopata sociopata.3
- Cenários exóticos! Quanto mais belo, maiores as chances de virar filme algum dia.4
- Drama, drama, drama! Pelo menos um personagem tem que ser assassinado, em geral será o retratado, mas essa não é uma regra. Violência, drogas e traumas de infância são assuntos que nunca saem de moda.5
- O ser humano é um ser social que vive em grupo...então seja de algum grupo!!! O personagem tem que ter feito parte de alguma gangue, ou algum grupo religioso, torcida organizada, partido político, membro de alguma associação.....6


2- Auto-Ajudas:

- 1, 2, 3...vamos todos de uma vez! Liste tudo e coloque números até no título. Ex: “7 maneiras de ganhar dinheiro com apenas US$ 1” , “3598 formas de enlouquecer um anão na cama” e “ 1001 oportunidades que você perde cada vez que deixa de ler alguns dos 576 livros mais lidos”.7
- Use personagens históricos ou pelo menos famosos. Abuse de: Freud, Jesus, Moisés, César. Fuja de: Hitler, Michael Jackson, Britney Spears.8
- Fale sobre o que as pessoas mais querem....Dinheiro, uma bela carreira, ser PhD em Kama Sutra, ter muitos amigos etc... Não adianta nada tentar ensinar a arte da luta Greco-romana em 10 passos.9
- Às vezes, vale um título inusitado como metáfora. Mas lembre-se de que tem que parecer minimamente inteligente.10


3- Cuidados:

- Não lance biografia de alguém que esteja vivo sem sua autorização. O lucro com a polêmica talvez não seja suficiente para pagar o seu advogado.
- Não arrume briga com a Oprah!!!
- Se for mentir, minta direito. Caso você faça sucesso, certamente terão alguns curiosos que investigarão a veracidade do que foi dito.

Inspire-se com os livros:
1 “Eu, Christine F. , 13 Anos, Drogada, Prostituída”, RIECK HORST & HERMANN KAI
2 “A Million Little Pieces”, JAMES FREY
3 “Forbidden Love”, NORMA KHOURI
4 “A Madrugada Da Vida- Relatos De Um Imigrante Do Egito”, ALBERTO FARAH
5 "Mais Pesado que o Céu: uma Biografia de Kurt Cobain”, CHARLES R. CROSS
6 “Skinhead Street Gangs”, LOREN W. CHRISTENSEN
7 “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”,STEPHEN R. COVEY
8 “Jesus, o Maior Líder que Já Existiu”, LAURIE BETH JONES
9 “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, GUSTAVO CERBASI
10 “Quem Mexeu No Meu Queijo”, JOHNSON SPENCER

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Um pequeno texto auto-explicativo.

A transgressão da totalidade livre em que o contexto está incluído produz textos presos à gramática sem que o sexismo reinante seja vencido. A elucubração da realidade tem ultrapassado as barreiras do virtual jouissance ampliando sua heterogeneidade em prol do privilégio da velocidade em detrimento dos fluxos. Como em uma era pós-zoomórfica isso poderia acontecer? Os dogmas acabam, dessa forma, adquirindo status de significado quando se tratam apenas de significante. Apenas através da auto-definição, seria possível vencer esse método canhestro de perceber a verdade por trás de uma projeção de nossa sociedade.

Na pós-modernidade, a homogeneidade já não é vista como a mera transposição da “metaestrutura”, mas como uma subestrutura a ser compartilhada através da divulgação da cultura. A turbulência que acaba por enrijecer o modo como encaramos a humanidade tem por intenção desmistificar as massas para que estas sejam incluídas na alteridade do campo semântico em série.

Como se a ciência enfrentasse o poder do método macro-real, o cavaleiro da lingüística tem que defender o modus operandis de um preconceito irreal que busca no imaginário sua auto-suficiência mediante uma fórmula pouco comum de verificação da matéria. As engrenagens da política somadas às da religião, se combinam pretendendo ofuscar a chama do iluminismo em sua variante mais pré-socrática. A popularidade de um método fundamentalista advém daí. A socialização do meio de consumo conservador, também. Cabe àqueles que controlam os meios de comunicação procurar a ênfase no neo-estruturalismo como um meio de se obter a maturidade pós-genética.

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Se você entedeu algo do que está escrito acima... Parabéns!!! Você é um pseudo-intelectual.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A Brief History of USA

There are many excuses or attempts of explanations to the isolation and the belief of superiority of some north-americans. It doesn’t mean that everybody that lives between California and New York is like that. But there is an awful image of that country. And it looks like it isn’t far from the truth.

One example is the reaction toward Barack Obama. A few ones are refusing to accept him not because they disagree with what he plans to do, but because of the he looks (translation: skin color) and how is name sound. Why the fear of a black president? There were some comments that were full of angry and a feeling of frighten. Quotes like “I don’t want to be around those people”. There are also the ones that hate the muslins or anyone that is not considered different; they are accused to be linked to Satan or something. It seamed like they feel that everyone who is not white – Christian – Anglo-Saxon doesn’t belong to the same specie. A terrible thought that once was used to justify the Holocaust.

I had always thought this was an illogical way of think…up until now.



This video may had changed my life…I had never thought it was possible to have a religion that mixture Greek Mythology, Science-Fiction, Christianity, Superman and BattleStar Galactica. Not even Tom Cruise’s religion is so creative.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Trash TV

Quem nunca teve um momento de preguiça em frente à TV vendo porcaria, que atire a primeira pedra!!! Hoje, o tema será a boa e a péssima 'Trash TV'. Para quem já leu o texto sobre Kitsch pode perceber que há uma graaaaaaaaande diferença entre algo que é bom de tão ruim e o que é simplesmente ruim quando a intenção era ser bom.

Vamos ao primeiro caso. Um lutador de sumo e um orangotango...é o programa mais non-sense possível. Trata-se de um cabo-de-guerra em que um dos dois participantes irá cair de cara na lama. Tradução: uma idéia estúpida levada à telinha. Certamente, a intenção do criador deste programa não era produzir algo de qualidade. A não ser que quisessem, justamente, que o espectador começasse a se rebelar contra um sistema que aliena a sociedade através de uma programação acéfala baseada no prazer instantâneo. Right!

Por outro lado, existem aquelas 'mentes brilhantes' que querem levar cultura erudita às massas. Exemplo: por que não unir hinos de futebol (massa) com a Orquestra Sinfônica Brasileira (supostamente erudita)? Aliás, acho que a OSB deve estar sem ter o que fazer porque....isso não é sério? Uma pena que ainda não tenha reunido a nona sinfonia de Beethoven com "Ei Galvão vai tomar no Cú". Seria......LÍRICO!

É estranho que no segundo caso, apesar de ninguém realmente aprovar, valoriza a tentativa acreditando que realmente querem lhes educar. Sabem que atrapalha e que não tem nada a ver com o jogo em si. No entanto, como poucas vezes tem acesso ao que seria cultura da “elite”, acabam achando que é uma idéia maravilhosa e que ainda bem que mostraram algo além de mulheres-melancias e danças do quadrado (aliás, em que mundo terrível nós vivemos).

Entretanto, acabam por esquecer – e aceitar mais facilmente – que na realidade continuam apenas absorvendo a mesma Trash TV. Os mesmos programas de auditório, os mesmos intermináveis jogos de futebol, as mesmas fofocas de pseudo-celebridades, as mesmas cenas apelativas nas novelas com as mesmas histórias. Enquanto isso, entupimos nossa memória com as informações inúteis e deletamos as que não deveríamos de forma alguma esquecer.

A atual, e horrenda, história da Isabella poderia ilustrar o que digo. Por enquanto há uma enorme comoção. Pessoas prometendo linchar os criminosos. Porém, quanto tempo levará até que esqueçam o que aconteceu? Prova cabal é que Paula Thomaz e Guilherme de Pádua estão soltos e ninguém apedrejou ou os xingou nos jornais. O menino que havia sido arrastado por um carro, preso ao cinto...alguém lembra seu nome? Os assassinos do índio Galdino estão trabalhando. Os que afogaram um estudante de medicina da USP se formaram. Collor eleito em Alagoas.

Mas o brasileiro não é um povo sem memória...só tem memória seletiva. Lembra perfeitamente de todos os vencedores de BBBs e todos os resultados dos mais variados campeonatos sabendo inclusive se o gol foi de pênalti, de bicicleta, pulando num pé só... No entanto, reclama que na televisão falta qualidade e culpa a programação pelos seus esquecimentos.



É...não é a toa que o orangotango vence no final.

domingo, 16 de março de 2008

Pulp Fiction e o Kitsch

“Pulp : 1- A soft, moist, shapeless mass of matter

2-A magazine or book containing lurid subject matter and being characteristically printed on rough, unfinished paper.”
(revista ou livro sensacionalista, que é geralmente publicado e impresso em material de segunda classe)

American Heritage Dictionary
New College Edition

Populares durante as décadas de 1920 e 1950, as pulp fictions eram o melhor exemplo do que é kitsch. Publicações voltadas para as massas, as quais antes mesmo de abertas já se podia inferir que tipo de reação obter, e, apesar de tentar ser literatura de qualidade (alguns autores de renome escreveram alguns desses livros), tudo que se consegue é emoção barata (literalmente barata, em sua maioria custavam alguns cents). Seu conteúdo continha, em sua grande maioria, histórias de ficção beirando o absurdo (e o ridículo). Algumas como “Attack of the 50ft. woman”, são dificilmente levadas a sério devido tanto ao nome quanto à história em si ( para a desgraça do autor, que provavelmente não pretendia causar graça, e sim medo).

O filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, revisita o exagero dessas publicações homônimas. Ao longo do filme, ocorrem várias citações ao estilo. Na cena em que Vincent (John Travolta) e Mia (Uma Thurman) têm seu ‘encontro’ em um restaurante estilo anos 50, fica evidente a alusão. Pôsteres de alguns desses livros e de filmes com estilo semelhante, além de garçons trajados como personagens dessas revistas (Zorro, por exemplo). No pôster de divulgação do filme também há uma clara alusão ao estilo das capas das pulp fictions, desde a diagramação até o efeito ‘desgastado’ (além do detalhe dos 10 cents).

O filme recicla vários elementos kitsch. Quando Vincent e Jules (Samuel L. Jackson) atiram em um jovem que havia roubado a mala de seu patrão (Marsellus Wallace), luzes espocam durante o tiroteio. Esse efeito é proposital, Tarantino queria realmente passar a imagem de exagero com o intuito de fazer com que as cenas violentas parecessem menos violentas. Desde a misteriosa luz dentro da mala, à própria trilha sonora que contém músicas que, fora do filme, seriam consideradas de intenso mau-gosto. A decoração da casa do traficante de drogas com sapatos plataformas coloridos nas estantes entre outros vários cenários extremamente extravagantes e caricatas, enfatizam o caráter kitsch desta produção.

Mas o trunfo do filme está na capacidade de transformas todos esses elementos em características cool. Tudo o que é ruim no filme se torna bom porque tanto o diretor como o espectador (se tomarmos como referência alguém com o mínimo de conhecimento crítico) tem uma visão camp a respeito desse desfile de mau-gosto. Além do que a edição torna crível todos os aparentes absurdos. Até a piada proferida por Mia torna-se engraçada dentro do contexto, apesar de que se fosse contada por qualquer outra pessoa em uma ocasião diferente da dela, certamente seria considerada sem-graça.

A cena de dança entre Mia e Vincent, tal como ocorre em “Rocky Horror Picture Show” com a dança Time Warp, se tornou antológica apesar de ser ridícula quando é imitada fora do filme. O efeito cool é causado pelo fato de não ser visto como ridículo, mas como vintage. Fora da época em que foi criada, acaba ganhando um novo significado. Nos anos 50, seria ‘normal’, nos anos 60 ‘brega’ e atualmente, tal dança é resgatada como arte.

O filme pode ser considerado como Kitsch devido a essa alteração na emoção pretendida superficialmente. Cenas como a que a arma acidentalmente dispara na cabeça de um dos ocupantes do carro dirigido por Jules, por exemplo, causaria intensa repulsa se o filme pretendesse ser um mero filme de ação, porém, os espectadores costumam rir de tal cena. Pode-se arriscar a dizer que o tom caricato do filme causa uma suspensão da descrença – se é permitido o trocadilho-. O que era para ser sério torna-se jocoso. Por se tratar de uma sátira aos filmes B e revistas consideradas trash, essa era intenção do diretor.

Tudo que era para ser, apenas, de mau-gosto, causa uma reação bem diferente, seja ela graça ou surpresa. Mas caso fossem apresentados através de outra montagem e com outros intuitos, ou até mesmo em outra época, talvez não fosse capaz de causar tais reações.
Pode se dizer, também, que Pulp Fiction é uma sátira ao Kitsch, depende apenas de quem é o espectador. A cena em que Jules cita um trecho da Bíblia* é um exemplo de como o olhar do espectador influi na definição do que seria Kitsch ou não. Essa passagem não existe realmente na Bíblia, é uma completa deturpação de versículo existente. O vocabulário, apesar de refinado, não faz sentido algum (apesar do personagem extrair vários significados a partir desse trecho). Na primeira vez que o suposto versículo bíblico é proferido, a princípio a impressão é de se tratar de algo mais sério, um momentâneo rompimento do tom satírico do filme, mas a decorrente ausência de sentido deixa claro que não o é. Mas fica a incógnita se Tarantino o fez propositalmente ou se ele realmente intencionava que fosse usado um trecho da Bíblia. No primeiro caso, esse trecho seria apenas um elemento Kitsch dentro do filme (exceto para aqueles que realmente acreditaram que se tratava de algo sério). No segundo caso, o filme inteiro passaria a ser Kitsch, pois se o diretor pretendia ser sério – o que é bastante improvável-, não foi o que conseguiu.



* “Ezequiel 25:17 :

O caminho do homem justo está bloqueado por todos os lados pelas iniqüidades dos egoístas e a tirania dos perversos. Bendito é aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, é pastor dos humildes pelo vale das sombras. Pois ele é o verdadeiro guardião de seus irmãos e o salvador dos filhos perdidos. Exercerei sobre eles vingança terrível e furiosos castigos aos que tentarem destruir meus irmãos. E ficarão sabendo que eu sou o Senhor quando Eu executar sobre eles a minha vingança.”

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Esse texto é a parte que me coube de um trabalho em conjunto com srtas. Brunaaaaaaaaa, Leitinho, NatyJoy e o moço Pedro (não arrumamos nenhum apelido tosco para ele).

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Nova autora

Mais uma autora juntou-se ao Anarquia Maldita, senhorita Did's. Para começar com o pé direito, segue abaixo um texto escrito por uma Amélia e a resposta escrita por Did's:

DESABAFO DE UMA MULHER MODERNA

São 6:00h...

O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede... Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...

Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até... Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas... Aquário? Olhando os peixinhos nadarem...

Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento... brigadeiro... Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, já que nascemos depois dela...

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos,decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, requentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre 'vamos conquistar o nosso espaço'!!! Que espaço, minha filha???

Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz...

Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim.


E nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.

POR QUÊ???..Digam-me POR QUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo?

Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo!!!

Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar... tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!!

E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!).

Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles... Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

CHEGAAAAAAA!!!... eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela... Ai, meu Deus, já são 7:30, tenho que levantar!..., e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga 'meu bem, me traz um cafezinho, por favor?', descobri que nasci para servir.

Vocês pensam que eu estou ironizando?

To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna.... Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?


A RESPOSTA:

São 6 da manhã e temos vontade de realmente tacar o despertador na parede. Nós, os médicos, advogados, estagiários e todas as outras classes trabalhadoras da face da terra

O cansaço é realmente aparente no rosto de cada uma de nós. O trabalho tête-à-tête com os homens nos esgota, pois além de termos que ser mães, esposas e cuidar da casa ainda temos que agüentar todo tipo de preconceito existente contra nós mesmas em nosso próprio trabalho, tendo muitas vezes que mostrar uma superioridade inatingível para muitos para ganhar o respeito dos companheiros de trabalho.

As férias já não são mais suficientes para alguns casos de estresse que se tem encontrado. Estamos agora sofrendo de doenças antes sofridas apenas por nosso sexo oposto. Toda ação tem sua reação. Mas antes de começar a sessão de auto-piedade Amélia, vamos voltar no tempo.

Idade Média; lugar: Grã-bretanha. A principal forma de culto era o que se considera um mito nos dias atuais, o DRUIDISMO; nessa religião que adorava a Deus e utilizava-se da natureza para alcançar o equilíbrio, o foco era sobre as MULHERES. Elas eram magos(isso mesmo magos) mais poderosos que homens pois a tendência natural da mulher de persistir e acreditar com toda a sua força a faziam superior. A cultura cristão-católica ao ser implementada entra em choque direto. COMO UMA MULHER pode ser colocada ao mesmo nível que o homem? Tornaram mito o que era uma realidade através do terror da 'Santa Inquisição'. Muitos inocentes morreram.

Avancemos mais um pouco. Vamos a tal época considerada 'boa!' por muitas de nós. Infelizmente, algumas pessoas não se interessam por História e estudos sobre comportamentos com o passar dos tempos. Não estamos falando de uma época onde o homem era um cavalheiro dos anos 60 ou 70. Estamos falando de uma maioria de homens que batiam e estupravam suas mulheres com o mérito de ter a Lei ao seu lado. Não era permitido à mulher ter voz, ter amigas, sair desacompanhada. Éramos objetos. Isso mesmo objetos que passavam da posse do pai para o marido, e em caso de falecimento deste, para o filho mais velho. Não há como negar temos o tal 'dote' para comprovar tal fato.

Hoje temos direito à educação, ao pensamento e seria um cúmulo não usarmos isso a nosso favor. No tempo de nossas avós, mulher com 20 anos, solteira, não casava mais, ficava para a 'titia' e poucas sabiam ler. Quanto mais ignorantes mais eram amadas. Não discutiam depois abortarem por uma surra que o esposo lhe deu por ela estar no portão de casa conversando com suas amigas. Não reclamavam quando sabiam que passariam as noites de sua vida sozinha porque seu marido curtia ao lado de prostitutas e bebedeiras com amigos. Tinham doenças sexualmente transmissíveis POR CAUSA DE SEUS MARIDOS e morriam sem reclamar por isso.

Não sou nem nunca fui feminista ferrenha. Acho uma verdadeira imbecilidade se colocar como o outro lado, mas finalmente podemos ter nosso dinheiro e não precisamos dar satisfação do que fazemos ou como o conseguimos, enquanto no tempo de nossas pobres avós, se a mulher tivesse uma conta em um banco com uma boa quantia em dinheiro, o marido podia zerar a conta para gastar como que ele bem entendesse, sem dar maiores satisfações.

Acordem para a vida. Ainda não somos iguais nem nunca seremos. Somos sim mais frágeis, chegando até a ser sentimentais, mas não somos inferiores intelectualmente e não podemos nos permitir sermos tratadas dessa forma.

Se alguém não está feliz com sua vida, viva uma semana com todo seu intelecto na vida da sua avó e se coloque em cada uma das situações que ela já viveu. Não tínhamos o mundo aos nossos pés nem nunca tivemos, mas aprendemos a nunca mais ficar abaixo dele.

O homem sabe o papel que deve desempenhar. Isso se chama diálogo, divertimento, convivência. Alguns continuam os mesmos que traíam suas esposas com mulheres de baixo calão. Não estão confusos, apenas mais sinceros.

Qual o problema? Não consegue arranjar homem? Claro! nem eu gostaria de ser amiga de uma pessoa que não vai à luta, só sabe se lamentar e choramingar.
Isso que alguns chamam de 'brincadeira que nos encheu de deveres' foi o que nos deu oportunidade inclusive para estarmos discutindo sobre esse tema, você estar lendo e eu escrevendo.

Casamentos nunca duraram para sempre. Existiram dotes, casamentos por interesses, casais que dormiam em quartos diferentes, homens que viviam com amantes dentro do quarto e esposa no quarto de hóspedes...E NÃO ERAM MINORIA!

Por favor, não me venham falar de comparações físicas. Não sejam fúteis a esse ponto. Somos fisicamente diferentes (graças a Deus), e se você se sente obrigada 'a escovar, maquiar,passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar...tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus' ENTÃO, BEM VINDA À REALIDADE! PORQUE ANTES, NO TEMPO DE SUA AVÓ, VOCÊ TAMBÉM FARIA ISSO, POR OBRIGAÇÃO! PARA 'ARRANJAR UM BOM PARTIDO'. E AINDA, TENTAR RESOLVER OS PROBLEMAS DO SEU MARIDO E DA CASA. VOCÊ NÃO TINHA PROBLEMAS, NEM PODIA TÊ-LOS. A DIFERENÇA É QUE HOJE VOCÊ TEM A POSSIBILIDADE DE VIVER SUA VIDA, E GANHAR SEU DINHEIRO SEM DEPENDER DA APROVAÇÃO DO SEU PAI, MARIDO OU FILHO.´

É por causa dessa 'Amélia' que aparece falando asneiras, que ainda ganhamos menos, temos tripla jornada, e ainda temos que aturar o machismo.

Se você nasceu pra ser escrava do seu marido (É ESCRAVA SIM...E É O CARAMBA QUE FAZIA POR AMOR ERA POR MEDO).

Em tudo na vida precisamos saber viver, superar, aprender e apreender. Ficar com medo, não encarar a realidade nunca vai te fazer crescer. Vai torná-la um serzinho inferior com mente reduzida que não sabe do que acontece ao seu redor, não tem informação, não vê as mudanças do mundo. O ser humano é movido por mudanças, a monotonia, o destrói. Se você quer ser amélia, nunca venha me procurar como advogada quando seu marido te trair por você estar com uma aparência envelhecida e acabada por ter sido AMÉLIA a vida inteira , ou quando você receber uma surra 'merecida por ter usado a roupa que seu marido não gosta por ser sensual'

Como eu disse, não sou nem nunca fui feminista. Mas a idéia de inferioridade não me entra na cabeça. E não deveria estar na cabeça de vocês também.

Pensem bem e analisem o mundo de verdade. Parem de sonhar dizendo que antes tudo eram flores porque não era e a História nos comprova isso. Pesquisem, explorem, pensem e resolvam se entregar na fogueira da 'Inquisição Santa' ou viver como ser humano digno de direitos e com deveres a se cumprir.

Parem de falar e comecem a agir. faça sua vida ser da forma como você quer, mas não culpem ninguém pelo seu futuro.

Isso é ciência???

Enquanto avança-se nas pesquisas para cura da AIDS, descobre-se que o buraco da camada de ozônio está diminuindo (30% em relação a 2006) e que célula-tronco pode piorar câncer de mama... qual pesquisa aparece em todo tipo de publicação e site de notícia??? “Pesquisa confirma que mulheres preferem cor de rosa e homens azul.”
E as outras notícias anteriormente mencionadas? Uma notinha, escondidinha.

Supondo que a tal pesquisa fosse realmente verdadeira (o que deveria ser contestado), ela é realmente mais importante que as demais? Por que seria? A quem interessa que essa matéria tenha destaque em detrimento de outras que nos influenciariam mais?

Fora que a pesquisa deixa muito a desejar. Não leva em conta a possibilidade de que essa suposta preferência advém, na verdade, de uma construção social. Desde que nasce, as meninas são vestidas com tons rosas e meninos azuis, isso não causaria, com o passar do tempo, uma assimilação de que homens usam azul e mulheres rosa?

Outra pesquisa de cunho “científico” (!!!!!!!!) é a de que mulheres se orientam melhor que homens em supermercados . Garanto a qualquer um que se um homem que mora sozinho competisse comigo, ele acharia tudo beeeeeem mais rápido do que eu. Hábito não é o mesmo que ser geneticamente predisposto(a) a algo. Além disso, não se pode comprovar que só porque no passado as mulheres coletavam os alimentos, hoje saberiam localizar em um supermercado os mesmos. Por acaso, o fato de mulheres usarem, hoje em dia, mais salto alto do que homens poderia, também, ser justificado pela Antropologia e pela Psicologia???(lembrem-se que o salto foi, na realidade, criado por um homem).

É bom que estejamos cada vez mais céticos a respeitos dessas chamadas pesquisas. Vale recordar que o Holocausto era “cientificamente” justificado.