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terça-feira, 3 de maio de 2011

Algumas considerações sobre Thor...



-SPOILER --- SPOILER --- SPOILER --- SPOILER-

Alguns comentários de não-geeks e não-tão-geeks sobre a mais recente produção para o público nerd:

1- As cenas do Thor sem camisa deveriam durar mais. As mulheres agradeceriam muiiiiiiiiiito!!!
2- Quando Jane vê uma imagem de uma figura humana em uma fotografia do evento meteorológico que ela pesquisava, poderia jurar que aquelas nuvens formavam uma bunda...
3- Loki tem um talento subaproveitado para o pole dancing.
4- O mesmo Loki roubou sua fantasia de algum personagem do “Cavaleiros do Zodíaco”.
5- Para criar a ponte que aparece na cena da luta final, a direção de arte se inspirou no clipe “Born This Way” da Lady Gaga.
6- As calças do Thor estavam tão apertadas que parecia que a qualquer momento iria baixar o Cisne Negro nele (ou Cisne Nórdico, vai saber) e ele começaria a dançar balé loucamente.
7- René Russo fez uma participação especial como estátua grega.
8- Ocorreu um milagre nesse filme: NENHUM NEGRO MORREU!!!
9- A cena do beijo foi americana demais para o gosto brasileiro. Se uma mulher vê um homem daquele partir, e só Odin sabe quando ele vai voltar, era para ter atacado de verdade. Até novela das seis tem cenas mais calientes que aquela.
10- Os amigos do Thor participarão também da versão cinematográfica de Capitão Planeta e de propagandas da Benetton (nesse último, com o sentinela para cobrir cota)
11- Parecia haver claque no cinema: todos riam na hora que o diretor parecia dizer “agora é para rir” e diziam “Ohhhhhhhh” (tom meigo), nos momentos certos. Mensagem subliminar?
12- O que era o tanto de ‘OMITIR” que aparecia na tela??? Falha do povo que legendou o filme ou eu que não sou geek suficiente para entender???
13- O sentinela era bem fazível!!!
14- Aquela canequinha deixou o cientista bêbado??? Tsc tsc
15- O martelo preso na pedra me fez lembrar “A espada era a lei”. Gostei mais desse último.
16- O amigo é perfurado por uma estaca de gelo enorme e sobrevive. Sem comentários!!!
17- O palácio de Asgard parece com o castelo de Ariel em “A Pequena Sereia”. Fiquei procurando o pênis dourado.
18- Sendo um filme do Kenneth Branagh, bem que podia ter rolado uma vibe mais Shakespeariana nas discussões em família.
19- A Darcy é a mais sensata dos personagens humanos. Usa teaser em homens surtados, não corre em direção a um monstro bizarro digno de episódio de Power Rangers (ahhhhh agora entendi a simbologia dos cinco heróis) e reclama do iPod furtado.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Já vi esse filme!

Garoto de 6 anos fica preso em balão!

Não sei porque, mas parece que já vi isso antes...


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Inspirado na seção do Jacaré Benguela.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Depressão animada.

Quando ocorreu a Depressão entre 1929 e o início dos anos 30, havia um desenho que pretendia levantar a moral. Conheça Oswald!


obs: Eu achava que FDR usava cadeira de rodas...deixa quieto!



sábado, 13 de junho de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A origem da gripe suína.

A gripe dos porcos e a mentira dos homens
Mauro Santayana
Publicado no Jornal do Brasil

O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods. La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado. Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso. Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente.

Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata.

O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno. Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco.

Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias.

As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada "ação social". Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças.

O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína. O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS.

Mauro Santayana é jornalista

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O problema é sério, eu sei. Mas, quando li esse texto lembrei na hora do porco-aranha. Teria Abrahan Simpson realmente previsto isso???

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

12 Hombres Sin Piedad

Esa quizá ha sido una de las películas más baratas a ser producida ya que la acción ocurre casi todo el tiempo en un único escenario. Sin embargo, cada ínfimo espacio del pequeño salón es aprovechado de una manera que recuerda el teatro. El tamaño del sitio, así como el ventilador roto, corrobora con la sensación de tensión de los personajes, y el público acaba por sentirse tan claustrofóbico como probablemente se sentían los jurados.

En verdad, existen dos versiones de esa película, con pocas, aunque importantes, alteraciones. En ambas, un joven latino es acusado de matar su propio padre y cabe a los doce jurados definir cual es la sentencia. En un primer instante, eses hombres parecen formar un jurado bastante heterogéneo. Cada un tiene un empleo diferente, diversas edades y nadie se veste la misma manera que el otro. A pesar de eso, a los pocos podemos notar que todos poseen algo en común que influya directamente en su decisión final… todos ellos son hombres y nadie es de la misma etnia que el acusado.

En la versión de los años 50, la acción se pasaba en una época en que el racismo era más do que reinante, era legalizado. En aquel período, había en los colegios la separación entre blancos y negros, y basta que nos recuérdennos el caso de Rose Parks (que había sido detenida por no ceder su sitio en el autobús a un hombre blanco) para entendiéremos como la color de piel influenciaba la manera como eran vistas las personas.

En esa primera película, todos los jurados son blancos e en los momentos finales, el racismo muestra su cara demostrando que aquellos jurados dejaban que sus valores influenciaran en su decisión de acusar o declarar inocente un joven.

Ya en los años 90, en una época que quizá pueda ser caracterizada por la “ola” del políticamente correcto, tres de los jurados eran negros, pero, ninguno era latino como el acusado. Otro tópico era entonces abordado, la cuestión de la xenofobia. Algunos de los jurados más conservadores (quizá más reaccionarios) llegan a tornar claro que el joven era violento justamente por ser latino. La escena más espantosa es cuando un personaje negro reclama que sus “hermanos” sufrieron luchando por derechos que un ‘inmigrante’ tendría de gracia.

En el principio de las dos versiones, casi todos votan automáticamente ‘culpado’ sin al menos avaliar propiamente las pruebas. Su rápida sentencia no se basa apenas en el preconcepto, pero también en diversos factores. Nadie parecía tener participado de un jurado e todos poseían alguna ocupación que los aguardaba en el lado de fuera.

Demostraban poca preocupación con el facto de la vida de un joven estar en sus manos. Sin embargo, un hombre (Henry Fonda en la primera versión e Jack Lemmon en la segunda) decide los desafiar al votar inocente, afirmando que era necesario avaliar más detalladamente las evidencias que no tenían se quedado claras para él.

A pesar de esa película poseer pocos elementos en común con lo típico melodrama, ella se encaja perfectamente en ese género porque nos causa compasión y temor, sus dos propiedades esenciales (ALTMAN, Rick – “Los Gêneros Cinematográficos” - página 28). Los actores de esa película poseen la habilidad de conmover sin que sea necesario la utilización del exagero.

Si leváramos en consideración solamente producciones más representativas de esa clasificación, percibiríamos diferencias visibles. Por ejemplo, no hay ninguna mujer en escena ni cualquier mención a un romance. Tampoco hay interpretaciones demasiado teatrales como a que se tornó regla entre las grandes divas de los años 30 y 40. Aunque el melodrama sea asociado a las producciones volteadas al público femenino, el crítico Ben Singer (“Female Power in the Serial-Queen Melodrama: The Etiology o fan Anomaly”) apunta que en verdad ese género estaba más relacionado a acción, aventuras y hombres de clase trabajadora en los primeros años del cine. Es decir que esa película representa perfectamente el melodrama.

La conducta moralista también está presente y se torna evidente cuando el personaje de Fonda declara, en un tono de sermón, que algunos de los jurados poseían todavía la misma visión tacaña de sus antepasados.

A pesar de que tenga dos personajes centrales que se tornan polos opuestos caracterizando muy bien el bueno y el malo, los otros no son presentados de manera maniqueísta (como es de costumbre en ese género), pero como seres complejos cuyas opiniones y actitudes pueden variar de acuerdo con lo que consideran como correcto llegando, al final, a la misma conclusión: de que el joven acusado es en verdad inocente.